a reta final

Ainda como monge, Rajnath dividiu seu tempo entre o aprendizado na Índia e inúmeras viagens a outros países para ensinar.

Ministrando um Café Filosófico

 

Neste período transmitiu seus conhecimentos a muitas pessoas em cursos, palestras e orientações individuais, o que as ajudou a sair da Roda do Sofrimento e obter paz emocional.

Em entrevista à TV

Além da Índia e do Brasil, também ministrou cursos e palestras no Nepal, Alemanha, Suíça, Holanda e República Tcheca e freqüentemente é entrevistado em rádios, jornais e programas de TV.

Praga, República Tcheca

Tradicionalmente, o conhecimento do Tantra é reservado apenas a quem faz os votos de levar a vida como um sadhu. Em razão disso, dificilmente um sadhu terá uma linguagem acessível para o ocidental comum.

Satsang em Ilhabela-SP

Porém, a visão de Rajnath é de que este ensinamento não poderia ficar restrito aos sadhus. Trata-se de um conhecimento que pode ajudar pessoas de qualquer religião ou crença a sair do sofrimento emocional. Esta visão foi desenvolvida em seus anos de ensino na Europa, o que fez Rajnath perceber que a transmissão do Hinduísmo no Ocidente moderno exigiria um modelo diferente de transmissão da sabedoria hindu. Sua experiência no ensino para ocidentais o levou a amadurecer a percepção sobre a melhor forma de compartilhar este conhecimento nos tempos modernos.

Sendo entrevistado na Rádio Mundial

Nesta época Rajnath criou um método de ensino do Hatha Yoga, da meditação e do autoconhecimento para o ocidental atuando como um Guru hindu na Europa com base fixada em Nordrhein-Westfalen, na Alemanha.

Ministrando um curso na Alemanha

Iniciação para o maior Mestre de Yoga da Argentina

Satsang no auditório da Rádio Mundial na Av. paulista

Ensinando  o vencedor do Big Brother Brasil 10

Abençoando os devotos na Alemanha

Ministrando um Café Filosófico

A busca de Rajnath sempre foi pela iluminação, mas quando entrou na tradição Natha Sampradaya e foi crescendo na hierarquia foi percebendo que a cúpula de toda grande organização é tremendamente corrupta e a Natha Sampradaya não era exceção. 

Este episódio de profundo desgosto, tristeza e desilusão até mesmo com o seu próprio Guru, que havia se tornado apenas um viciado em ópio, fez com que Rajnath se questionasse sobre continuar expandindo a Natha Sampradaya pelo mundo e dedicando sua vida a uma cúpula corrupta.

Em busca de respostas, Rajnath foi para o Alto Himalaya, no Spiti Valley, num retiro de silêncio e intensa meditação. Pois ele não tinha mais a quem perguntar. Então a coisa mais extraordinária já relatada dentro das experiências da humanidade aconteceu, no telhado do monastério de Ki Gompa.

 

Telhado do Ki Gompa no Alto Himalaya

Num final de tarde enquanto meditava após vários dias, o próprio Deus apareceu numa manifestação física como um grande Sol de intensa luz branca e conversou com Rajnath. Foram apenas algumas horas de experiência mas que foram percebidas como muitas horas. Rajnath fez a Deus todas as perguntas que gostaria de fazer e obteve todas as respostas. Neste ponto cabe dizer que até então Rajnath era um completo ateu desde criança e nunca acreditou em nenhum Deus, nem judeu nem hindu, estando no Yoga apenas pelo autoconhecimento.

Aqui segue um relato nas palavras do próprio Rajnath

“Eu estava meditando e de repente senti uma poderosíssima presença indescritível em palavras. Quando eu abri os olhos eu fui tomado de pavor e espanto: era como se o Sol tivesse descido até a terra e estivesse na minha frente. Imediatamente após o susto inicial eu não consegui resistir pois esta intensa luz emanava intensamente uma sensação indescritível que eu posso tentar definir como ‘amor’.

 

Era como se fossem todos os adjetivos positivos misturados: amor, felicidade, paz, tranquilidade, preenchimento, completa satisfação e sensação de que nada mais faltava neste mundo, tudo ao mesmo tempo. Algo muito além das palavras. Todos os adjetivos positivos juntados num só conceito.

 

Imediatamente eu reconheci esta intensa luz como o Pai. Isto não foi uma visão dentro da minha cabeça, era uma manifestação real no mundo físico. Este foi o maior espanto da minha vida pois eu não acreditava na existência de Deus e não gostava nem um pouco das religiões abraâmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Esta aparição não tinha nada a ver com nenhuma divindade hindu, eu estava vendo o Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. O Deus de meus antepassados judeus e que eu não acreditava que existia. O Deus da Bíblia. O Deus de Jesus, embora admirasse Jesus como um grande mestre.

Quero deixar bem claro que esta experiência não teve relação alguma com o que é chamado no Ocidente de "iluminação". Depois disto eu tive outros encontros em que conversei face a face com Deus. Desde então Ele é meu único mestre. Eu não me acho melhor do que ninguém porque isto aconteceu comigo e, na verdade, acho que eu não mereço tamanha honra. Mas quem decide estas coisas não sou eu, é Deus!

Eu não imponho Deus a ninguém e continuarei ensinando autoconhecimento aos ateus e pessoas de todas as religiões. Se até o próprio Senhor respeita o livre-arbítrio, quem sou eu para não respeitar?”

(Rajnath)

Após este primeiro encontro face a face com o próprio Deus, Rajnath passou provações muito difíceis com más experiências quando resolveu contar isto a quem amava e confiava, pois apenas sofreu julgamentos e chacotas, sendo chamado de “louco” e foi abandonado pelos próprios alunos. Mesmo assim corajosamente decidiu deixar de ser um sadhu (monge renunciante do mundo material), queimar a ponte com o passado e recomeçar uma vida nova buscando as melhores formas de servir a Deus, como a caridade aos necessitados ao mesmo tempo em que continuava sua busca pela Iluminação através da prática da meditação, agora somada à prática de oração e a orientação do próprio Deus. 

 

A partir de então Rajnath tomou a decisão de deixar para trás a vida de monge da Natha Sampradaya o trabalho da Natha Sampradaya na Europa e voltar para o Brasil, iniciando um trabalho independente.

Ao retornar ao Brasil, o Conde de Trasamara de Londres, convida Rajnath a fazer parte da Ordem dos Cavaleiros Templários, os fundadores da Maçonaria e bem feitores da mais antiga e poderosa organização de caridade do mundo.

Ordem dos Cavaleiros Templários

Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani

Mesmo não sendo católico Rajnath se torna uma exceção absoluta e devido a sua retidão de caráter logo ele se torna um Commander do Grão Priorado Templário da Inglaterra, estando abaixo apenas do Conde que é Grã Prior e chefe dos Cavaleiros Templários de toda a Inglaterra e do Grão Mestre mundial baseado na ilha de Palma de Mallorca.

Nesta mesma época Rajnath conheceu casualmente o pastor evangélico norte-americano Joshua Turner. Em São Paulo, Rajnath trabalhou como intérprete de Turner em suas pregações. Rajnath viu nisso uma oportunidade de aprender a comunicar-se com as pessoas mais simples, pois até então possuía um público majoritariamente intelectualizado.

Para obter este conhecimento Rajnath se formou Bacharel em Teologia e participou de um Curso de Formação Pastoral ao mesmo tempo em que era treinado pelo americano, chegando a pregar em algumas igrejas de São Paulo.

Com o Apóstolo Joshua Turner

Após algum tempo de muito aprendizado Rajnath percebeu que este ciclo estava terminado e tinha cumprido o objetivo de estudar profundamente a Bíblia para compreender a mente ocidental, que é de base cristã, e aprender a comunicar-se com as pessoas mais simples intelectualmente, algo necessário para as obras de caridade.

 

Mas o objetivo de Despertar Completamente ainda não tinha sido atingido e era a única coisa que faltava na preparação que impôs a si mesmo 20 anos atrás.

Morrendo para o mundo externo

Então trancou-se em casa e fez um retiro solitário intencionando ficar ali por tempo indeterminado até alcançar seu objetivo. Após três meses neste retiro de intensa meditação, em 1 de Janeiro de 2020, Rajnath atingiu aquilo que ele chamou de Completo Despertar da Consciência. Esta é a mesma experiência que príncipe Siddharta Gautama atingiu 2.500 anos atrás e que depois dela passou a ser conhecido como Buda, termo usado para referir-se a quem passa por tal experiência.

Embora o ocidental tenha uma ideia muito equivocada e deturpada sobre o que seria um Buda, pois nenhum Buda da história humana escreveu nenhum dos livros e boa parte dos ensinamentos daquilo que construíram como sendo o Budismo foram criações de pessoas que ainda dormem profundamente na ilusão. Siddhartha Gautama, o mais famoso entre os vários Budas da humanidade, é um dos seres humanos mais injustiçados que já existiu pois 90% das frases que se atribuem a ele não foram ensinamentos proferidos pelo mesmo. O mesmo acontece com o estereótipo de "Iluminado". Antes de mergulhar no verdadeiro autoconhecimento precisamos limpar nossas mentes de todos estes falsos ensinamentos senão não seremos capazes de enxergar alguém Completamente Desperto parado à nossa frente.

Um pouco mais sobre esta experiência nas palavras do próprio Rajnath:

 

"O termo "Buda" não se refere a  uma pessoa e sim a um título daqueles que se livraram de todo o ilusório e agora são plenamente Buddhi, a Consciência-Testemunha que Observa. Existiram e ainda existirão vários Budas que são os que atingiram o Completo Despertar por si mesmos, sem a ajuda de ninguém, caso contrário são chamados de Arhats.

O Buda Siddhartha Gautama, o mais famoso dos Budas, descreve como foi a experiência de Completo Despertar no Lalitavistara Sutra e fala sobre o estado que ele mesmo tinha acabado de atingir, antes mesmo de decidir ensinar e divulgar seu primeiro discurso 2.500 anos atrás na Colina dos Sábios Caídos, no Parque dos Veados em Sarnath, nas proximidades de Varanasi, na Índia.
 

Buda falou sobre isto em duas ocasiões e deu a descrição mais perfeita que alguém pode dar sobre o que realmente acontece neste nível. Quando eu falo 'despertar' muita gente acha que despertou mas aqui eu não falo de qualquer 'despertar', eu falo do Completo Despertar que é o fim da busca espiritual. O fim da necessidade de encarnar novamente na Terra."

Aqui estão as duas ocasiões onde Buda falou sobre a sua experiência do Completo Despertar antes mesmo de proferir seus primeiros ensinamentos:

PRIMEIRA OCASIÃO:

"Esta verdade que percebi e para a qual despertei é profunda, pacífica, tranquila, calma, completa, difícil de ver, difícil de compreender e impossível de conceituar, pois é inacessível ao intelecto.

Somente sábios nobres e adeptos podem entendê-lo. É a apreensão completa e definitiva do abandono de toda a ignorância, do fim do apego a todas as sensações. É verdade absoluta e Libertação Final em uma só coisa.

É um estado de paz completa, livre de apego, identificação e isso não pode ser observado, nem demonstrado, não pode ser composto ou descomposto, está além de todos os sentidos humanos, é inconcebível, inimaginável e inefável.
 

É indescritível, inexprimível e incapaz de ser ilustrado. É desobstruído, além de todas as referências e imperceptível como o vazio. É o esgotamento do desejo de objetivos mundanos. É a imersão total num oceano de silêncio.
 

Este é o Nirvana. Mas se eu tentar ensinar essa verdade a outros, eles não entenderão

[pois transformarão numa religião ritualística e, portanto, completamente morta].

Ensinar a verdade me cansaria e eu seria injustamente contestado. Seria inútil.
 

Assim, vou permanecer em silêncio e manter esta verdade em meu coração."

(Buda Siddhartha Gautama)

SEGUNDA OCASIÃO:
 

“O néctar da Verdade que percebi é profundo, imaculado, luminoso e incondicionado. Mesmo se eu explicar, ninguém vai entender. Acho que ficarei em silêncio na floresta.


Aquilo que é livre de palavras não pode ser entendido através das palavras; da mesma forma, a natureza dos fenômenos é como o espaço, totalmente livre dos movimentos da mente e do intelecto.

 

Eu descobri o absoluto e supremamente sublime. O estado inefável, imaculado pela linguagem, a essência da existência, a natureza celeste dos fenômenos completamente livre de movimento conceitual discursivo. Este significado não pode ser compreendido por meio de palavras. Em vez disso, é compreendido apenas ao atingir seu limite.

No entanto, quando os seres vivos (que os totalmente despertos do passado assumiram sob seus cuidados) ouvem essa verdade, desenvolvem confiança nela.

Nenhuma Doutrina ou ensinamento existe aqui. Apenas a percepção d’Aquilo. E Aquilo é o Imanifesto além de toda criação e isso não pode ser percebido pelos 5 sentidos ou pela a mente. Para quem VIU a interconexão e interdependência, não há nem existência nem inexistência aqui.

Por imensuráveis vidas em centenas de milhares de eras, eu imitei os mestres anteriores, seguindo ensinamentos de sistemas mortos, mas não alcancei a experiência direta da sabedoria vivencial e completa do fato de que não há multiplicidade e existe apenas a Unidade. Até então isso era apenas uma crença mental.
 

Quando eu alcancei essa Suprema Compreensão, que ninguém morre ou nasce, que a natureza de todos esses fenômenos não tem um eu. O Buda Dipamkara (Buda anterior a Siddhartha) falou sobre este momento: 'Mesmo com minha infinita compaixão pelo mundo inteiro, não aceitarei a súplica de ninguém. Todos esses seres têm fé em Deus, assim, quando a pessoa suplicar a Deus para que eu a ensine eu sairei do estado de êxtase e darei os ensinamentos apenas a esta pessoa.'
 

Só seria adequado tentar ensinar as pessoas a chegarem a este Supremo Estado se for a vontade divina. Apenas com uma extrema boa vontade por parte do ouvinte este silêncio pode ser transmitido. No silêncio além das palavras. No silêncio além da mente.
 

Ensinarei apenas aquele que me suplicar fervorosamente para transmitir este imaculado e sublime estado que atingi. E se houver seres que cumpram duas características: sejam inteligentes e completamente obedientes.”

(Buda Siddhartha Gautama)